Cartilha Abrinq
Fundação Abrinq lança cartilha que alerta sobre a exploração do trabalho infantil

A Fundação Abrinq – Save the Children lançou em 2013, na capital paulista, a cartilha Copa 2014 e Olimpíadas 2016 – Juntos na Proteção das Crianças e Adolescentes.

O material faz parte da campanha Cartão Vermelho ao Trabalho Infantil, que tem o objetivo de conscientizar a população sobre a necessidade de prevenir e denunciar a exploração de crianças e adolescentes em decorrência dos megaeventos esportivos no país. A campanha visa evitar a prática não apenas durante as competições, mas também antes, no entorno das áreas que estão sendo preparadas para sediar os eventos.

As ações de lançamento aconteceram dia doze de junho, Dia Internacional de Combate à Exploração Infantil. A cartilha apresentada mostra quais as formas de trabalho infantil que podem ser agravadas antes e durante as competições e como as pessoas e empresas podem auxiliar para que isso não ocorra. Ela também indica como denunciar através dos canais do conselho tutelar, nos municípios, Disk Denúncia 100 da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República.

Além do lançamento da cartilha, o grupo fez uma mobilização rápida no vão livre do Masp para alertar a população, distribuiu panfletos e brindes esclarecendo quais as cadeias produtivas que podem agravar a questão do trabalho infantil.

A cartilha sobre a exploração do trabalho infantil foi distribuída para as empresas parceiras da Fundação Abrinq e para todos os cronistas esportivos do país. A expectativa é que a mensagem chegue a todos os locais do país a partir desta parceria com a Aceesp.

Segundo estatísticas, o Brasil tem 3,4 milhões de crianças e adolescentes na faixa dos 10 a 14 anos sendo exploradas pelo trabalho informal, exploração sexual comercial, plantio de drogas e o trabalho infantil doméstico. Indicadores demonstram que as cidades que sediarão os eventos estão tendo aumento da participação das crianças e adolescentes tanto no trabalho informal urbano como da exploração sexual que acontece no entorno dos canteiros de obras.

De acordo com a publicação, podem ainda favorecer a exploração dos menores a rede de turismo (guias mirins, tráfico de drogas, exploração sexual, venda de material esportivo, alimentos e bebidas), comércio de rua (malabaristas, flanelinhas, lavadores de carros e distribuidores de folhetos), a indústria da confecção (confecção de materiais esportivos, roupas e calçados para operários da construção) e a rede de reciclagem (coleta de papéis, plásticos e latinhas de alumínio).